A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) informou, nesta quarta-feira (17), que o político solicitou ajuda a um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) para realizar o conserto de uma arma de fogo registrada em seu nome.
Em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), os advogados afirmaram que a própria equipe de segurança de Bolsonaro havia deixado a arma inoperante como medida preventiva, diante das condições de saúde mental do ex-presidente.
“[…] As medicações psiquiátricas que vinham sendo ministradas ao peticionário [Jair Bolsonaro], capazes de afetar sua cognição — e que, inclusive, foram determinantes no episódio do rompimento da tornozeleira eletrônica —, levaram sua equipe de segurança, sem seu conhecimento prévio, a retirar o percussor da arma, tornando-a inoperante.”
Segundo a defesa, Bolsonaro manipulou o equipamento, tentou realizar um disparo e constatou que “o mecanismo não estava funcionando regularmente”. Por isso, pediu que um dos militares responsáveis por sua segurança pessoal levasse a pistola para reparo.
“A entrega do armamento teve por única finalidade buscar auxílio na identificação da falha e na realização da necessária manutenção”, afirmou a defesa.
Os advogados também informaram que Bolsonaro não pretende solicitar a devolução da arma enquanto estiver em prisão domiciliar.
A pistola, uma Glock 9 mm, foi apreendida durante uma blitz da Polícia Militar em Brasília na última segunda-feira (15). Embora estivesse registrada em nome do ex-presidente, o armamento foi recolhido pela Polícia Civil porque o Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf) não estava no veículo.
O carro era conduzido pelo militar Estácio Leite da Silva Filho, vinculado ao GSI e cedido à Casa Civil para atuar na segurança de Bolsonaro. Em depoimento, o militar afirmou que a arma estava sendo transportada para passar por reparos e que seria devolvida posteriormente ao ex-presidente.
Bolsonaro cumpre atualmente pena de 27 anos e 3 meses de prisão. Desde 24 de março deste ano, está sob prisão domiciliar humanitária, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, inicialmente por 90 dias, para recuperação de uma broncopneumonia.




