Terminou na segunda-feira (20) o prazo para que hotéis, pousadas e demais meios de hospedagem em todo o Brasil deixem de utilizar fichas de registro em papel e adotem a Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) Digital.
Segundo o Ministério do Turismo, o uso do modelo eletrônico passa a ser obrigatório em todo o país, substituindo o preenchimento de formulários físicos durante o check-in. A implementação da FNRH Digital vem ocorrendo de forma gradual desde novembro de 2025.
De acordo com a pasta, a medida tem como objetivos agilizar o atendimento aos turistas e reduzir custos operacionais para os estabelecimentos do setor. O sistema foi desenvolvido em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e permite que o hóspede preencha seus dados de forma antecipada por meio da plataforma “gov.br”.
O preenchimento pode ser realizado a partir de um QR Code disponibilizado pelo estabelecimento, de um link enviado ao viajante ou de um dispositivo oferecido pelo próprio hotel ou pousada. Segundo o ministério, informações já existentes em bases do Governo Federal são integradas automaticamente ao sistema, o que reduz o tempo necessário para o preenchimento.
Para turistas estrangeiros, não é exigida a criação de conta no “gov.br”.
A substituição do modelo em papel pela FNRH Digital está prevista na Lei Geral do Turismo, sancionada em 2025, e segue as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), segundo o governo federal.
A FNRH Digital funciona por meio de uma plataforma própria. O acesso pode ser feito tanto pelo “gov.br” quanto por credenciais específicas do sistema. Para os estabelecimentos, o login exige conta ativa no “gov.br” e cadastro regular no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur). Cada hóspede passa a ter uma ficha digital individual, vinculada ao período de estadia.
No caso de menores de 18 anos ou pessoas legalmente incapazes, o registro é vinculado à ficha do responsável legal.
O Ministério do Turismo informou que a adaptação ao sistema pode exigir ajustes técnicos por parte dos estabelecimentos, inclusive daqueles que já utilizam sistemas próprios de gestão. Para orientar o setor, a pasta disponibilizou materiais explicativos, incluindo vídeo com o passo a passo e uma página de perguntas e respostas em seu site oficial.




