O pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, Romeu Zema, afirmou nesta segunda-feira (25) que “quem está votando no Flávio [Bolsonaro], muito provavelmente, vai estar entregando a eleição para o Lula”. A declaração foi feita após a divulgação de pesquisa do Instituto Datafolha, que apontou queda na intenção de voto do pré-candidato do PL, em meio à repercussão do escândalo envolvendo diálogos entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Segundo Zema, o cenário preocupa a direita para as eleições de 2026. “É muito preocupante. Se, em 2022, já foi difícil para a direita, com esse escândalo agora fica muito mais ainda, porque, em 2022, nós não tivemos nada que se assemelhasse a isso. Então, eu fico muito preocupado com a possibilidade de estarmos entregando para a esquerda, mais uma vez, essa eleição. E essas últimas pesquisas demonstraram que quem está votando no Flávio, muito provavelmente, vai estar entregando a eleição para o Lula”, avaliou.
O pré-candidato do Novo também voltou a criticar Flávio Bolsonaro e disse estar decepcionado com a relação do senador com Daniel Vorcaro.
“Fiquei muito decepcionado com tudo o que aconteceu. Alguém que tem um relacionamento tão próximo com um banqueiro bandido — que é o que eu considero o senhor Vorcaro, o maior bandido do sistema financeiro da história do Brasil e, provavelmente, um dos maiores do mundo”, afirmou.
As declarações ocorreram durante entrevista coletiva no ciclo de debates promovido pela Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio para o Brasil).
No mesmo evento, o pré-candidato do PSD, Ronaldo Caiado, adotou tom mais moderado ao comentar o caso. Questionado sobre a possibilidade de Flávio desistir da disputa presidencial, Caiado afirmou que a decisão cabe ao PL.
“O partido é quem deve analisar quem irá representá-lo em uma campanha eleitoral”, declarou.
Caiado também reiterou que as explicações apresentadas por Flávio Bolsonaro sobre as trocas de mensagens com Daniel Vorcaro “não foram convincentes”.
“Não cabe a cada um de nós fazermos juízo de valor. Agora, até o momento, as explicações que ele [Flávio] deu não foram convincentes. Fui o primeiro, não de forma oportunista, a dizer que caberá a ele o direito de explicar os fatos”, avaliou.




