O Partido Republicanos anunciou, nesta terça-feira (4), que adotará uma posição de neutralidade na disputa pela Presidência da República nas eleições deste ano. A decisão foi oficializada durante a convenção nacional da legenda, realizada em Brasília.
Segundo o presidente nacional do partido, deputado Marcos Pereira (SP), a definição ocorreu após consultas aos diretórios estaduais e levou em consideração as diferentes realidades políticas e as alianças regionais construídas pela sigla.
A decisão havia sido comunicada na noite de segunda-feira (3) ao presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto. O partido vinha buscando o apoio do Republicanos para fortalecer a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto.
Com a neutralidade, o Republicanos segue o mesmo caminho adotado pela federação União Brasil-Progressistas, que também decidiu não declarar apoio formal a nenhum candidato. A medida representa um revés para a estratégia do PL de ampliar sua aliança nacional.
Em nota, o Republicanos afirmou que a posição de independência não significa ausência de princípios ou de posicionamento político, mas busca preservar a autonomia das lideranças estaduais e a unidade interna da legenda.
De acordo com Marcos Pereira, 17 dos 27 diretórios estaduais defenderam a neutralidade. Nove manifestaram apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro, enquanto um diretório indicou preferência pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Apesar da decisão nacional, os diretórios estaduais poderão formar alianças próprias e apoiar candidatos de acordo com os cenários locais. Em São Paulo, por exemplo, lideranças do partido já demonstraram apoio a Flávio Bolsonaro.
Nos bastidores, integrantes da legenda estavam divididos entre uma aproximação com o PL e a manutenção da independência. Entre os defensores da neutralidade estavam o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.
O partido afirmou ainda que continuará defendendo pautas como responsabilidade fiscal, fortalecimento das instituições, segurança jurídica e desenvolvimento econômico, além de priorizar a ampliação de sua bancada no Congresso Nacional.




