O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante entrevista ao programa La Cornisa, exibida no domingo (2). Na ocasião, o argentino chamou Lula de “ladrão” e “corrupto”, reafirmando declarações feitas em 25 de julho, durante a convenção do Partido Liberal (PL), em São Paulo.
Ao comentar suas falas, Milei afirmou que não foi agressivo e mencionou o histórico judicial de Lula. Segundo ele, o presidente brasileiro foi condenado e preso por corrupção, acrescentando que sua libertação ocorreu por questões processuais. Em 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou as condenações da Operação Lava Jato ao entender que a 13ª Vara Federal de Curitiba não tinha competência para julgar os processos.
O presidente argentino afirmou que suas declarações não foram planejadas e surgiram espontaneamente durante o discurso. Milei disse que sua postura faz parte da defesa das ideias liberais e da oposição ao avanço da esquerda na América Latina.
Durante a entrevista, Milei também repetiu uma acusação feita pelo deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), segundo a qual Lula teria destinado US$ 1 bilhão para favorecer Sergio Massa, adversário do argentino na eleição presidencial de 2023. Sem apresentar provas, Milei acusou Lula de interferência política na Argentina e afirmou que o presidente brasileiro promove ideias socialistas na região.
O argentino também declarou que não dirigiu críticas ao povo brasileiro durante sua visita ao Brasil, sustentando que suas manifestações tiveram como alvo apenas Lula e o ministro Alexandre de Moraes, do STF.
A participação de Milei na convenção que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência foi marcada por elogios ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e por críticas à esquerda. Em resposta às declarações, o Itamaraty convocou o representante diplomático da Argentina para apresentar um protesto formal e chamou o embaixador brasileiro em Buenos Aires para consultas.




