O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, autorizou, nesta terça-feira (4), a abertura de investigação pela Polícia Federal (PF) contra o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A decisão foi tomada um dia após o sorteio que definiu Dino como relator do terceiro inquérito envolvendo o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo as apurações, Lulinha é investigado por suspeitas de tráfico de influência envolvendo a Dataprev, órgãos do governo federal e possível participação em um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Atualmente, ele reside na Espanha, mas informou que poderá retornar ao Brasil para prestar depoimento às autoridades.
Antes da manifestação do STF, o advogado Marco Aurélio de Carvalho afirmou que as investigações estariam sendo utilizadas com finalidade político-eleitoral. Ele também relatou ter se reunido com representantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública para contestar a condução das apurações e solicitar acesso aos autos.
Em declaração à imprensa, Carvalho afirmou que ainda não teve acesso ao conteúdo dos inquéritos e criticou a continuidade das investigações. Segundo o advogado, um procedimento anterior deveria ter sido arquivado. Acrescentou, ainda, que as apurações estariam provocando desgaste político ao seu cliente.




