O teste de um míssil balístico intercontinental pela China gerou preocupação entre países da Ásia e do Oceano Pacífico e provocou reações de governos da região e dos Estados Unidos.
O governo chinês divulgou apenas uma imagem do lançamento, realizado a partir de um submarino. Segundo informações oficiais, o míssil caiu no Oceano Pacífico. A arma teria alcance superior a 5 mil quilômetros e capacidade para transportar ogivas nucleares.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que o lançamento fez parte de um treinamento de rotina, sem alvo específico, e declarou que todos os países envolvidos foram previamente notificados.
O porta-voz do Kremlin, na Rússia, Dmitri Peskov, afirmou que a China tem o direito soberano de desenvolver suas capacidades militares e declarou: “A China não ameaça nenhum país ou região e é uma aliada e parceira estratégica.”
Também na segunda-feira (6), China e Rússia iniciaram exercícios navais conjuntos.
O governo do Japão manifestou “grave preocupação” com o aumento da atividade militar chinesa e informou que manterá o mais alto nível de vigilância. Já a Austrália avaliou que o teste chinês foi “provocativo” e que contribui para a desestabilização da região.
As Filipinas adotaram um tom de forte condenação a Pequim, afirmando que o teste é “uma exibição imprudente de poder militar” e um ato calculado de provocação contra os países que resistem à expansão e às ameaças chinesas no Mar do Sul da China.
O governo democrático de Taiwan afirmou que o lançamento representa uma tentativa de intimidação da comunidade internacional. Pequim considera a ilha uma província rebelde e parte de seu território, enquanto Taiwan mantém um governo autônomo.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos informou que acompanhou o lançamento e defendeu que a China participe de negociações internacionais sobre o controle de armas.




