Flávio Bolsonaro diz que irá aos EUA contra nova tarifa

Flávio diz que defenderá empresas brasileiras nos EUA contra a taxação.


O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou na terça-feira (23) que viajará aos Estados Unidos para atuar na defesa de empresas brasileiras contra a aplicação de uma possível tarifa adicional de 25% sobre produtos exportados ao país. A declaração foi feita durante a abertura da Feicorte (Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne), em Presidente Prudente, no interior de São Paulo.

Segundo o parlamentar, que é pré-candidato à Presidência da República, a proposta de taxação anunciada pelo governo de Donald Trump “não é justa”. Flávio informou ainda que se inscreveu para discursar em uma audiência pública do USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos), prevista para 6 de julho. O prazo para a decisão do governo norte-americano sobre a medida é até 15 de julho.

Durante o evento, voltado ao setor agropecuário, o senador também comentou as relações comerciais do Brasil com a União Europeia (UE). Ele criticou a condução do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando que não foram adotadas medidas suficientes para proteger o agronegócio brasileiro. Segundo ele, por “incompetência”, o país não teria atendido às exigências do bloco europeu, o que teria resultado em restrições às exportações de proteína animal.

A proposta de nova tarifa nos Estados Unidos foi apresentada após a conclusão de uma investigação conduzida pelo USTR no âmbito da Seção 301, mecanismo utilizado para apurar práticas comerciais consideradas desleais. O relatório cita, entre outros pontos, políticas brasileiras no setor de meios de pagamento, incluindo o Pix, que, segundo o governo norte-americano, poderiam gerar vantagem competitiva indevida.

Apesar disso, alguns produtos foram excluídos da proposta de sobretaxa, como carnes, frutas, minerais, café, chá, especiarias, cereais, sementes e outros itens agrícolas.

Em relação à União Europeia, o bloco anunciou a retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal, como carne bovina e de frango. Segundo a Comissão Europeia, a decisão estaria relacionada à necessidade de informações adicionais sobre o uso de antimicrobianos na cadeia produtiva brasileira.