O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, divulgou na terça-feira (2) um vídeo em que atribui a possibilidade de novas tarifas dos Estados Unidos ao que classificou como “tom agressivo” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação ao país norte-americano.
Na gravação publicada nas redes sociais, Flávio afirmou ainda que, em conversa recente com o presidente norte-americano Donald Trump, teria solicitado que não fossem aplicadas novas tarifas às empresas brasileiras. O senador também disse ter enviado uma carta ao governo norte-americano pedindo a não implementação das medidas propostas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês).
No vídeo, ele afirmou: “A realidade é que essa tarifa é do Lula. Pelo seu tom agressivo com os Estados Unidos, seu discurso antiamericano, por defender que o dólar deixe de ser a moeda padrão nas relações internacionais”, disse.
O senador também criticou o petista ao afirmar que “ninguém mais acredita no Lula”, mencionando compromissos que, segundo ele, não teriam sido cumpridos, inclusive em relação ao enfrentamento ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho. Em outro trecho, disse que Lula parece “sob pressão” e declarou: “Ele faz uma reunião com Trump, faz os compromissos e não os cumpre. Foi assim em relação a apertar o cerco contra o PCC e o CV”.
Mais cedo, na terça-feira, durante evento no estado de Goiás, Lula afirmou que os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) são “piores do que ele” e os classificou como “traidores da pátria”, associando as possíveis tarifas americanas a declarações de Flávio e às articulações de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
Após a divulgação do vídeo, Flávio apresentou à imprensa um ofício enviado ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, no qual manifesta preocupação com a proposta de novas tarifas ao Brasil. No documento, ele cita o alto endividamento público brasileiro e alerta para possíveis impactos econômicos sobre a população, pedindo a não adoção das medidas tarifárias recomendadas.




