O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou na terça-feira (23), em sua rede social Truth Social, um artigo que aponta a eleição presidencial brasileira de 2026 como o próximo grande desafio político de seu movimento na América Latina.
Publicado pelo site conservador norte-americano Newsmax e assinado pelo colunista John Gizzi, o texto afirma que uma sequência de vitórias de candidatos conservadores na região ampliou a influência de Trump no continente e coloca o Brasil como a principal disputa eleitoral a ser observada.
A publicação cita as eleições recentes na Colômbia e no Peru como parte de uma mudança no cenário político latino-americano. Segundo o artigo, os resultados eleitorais nesses países fortaleceram governos alinhados a pautas de direita, como o combate ao socialismo e a aproximação diplomática com os Estados Unidos.
Sobre o Brasil, o texto afirma que a eleição presidencial de 2026 será “o próximo grande teste” da região e destaca a relevância estratégica do país no cenário político do continente. Em um trecho compartilhado por Trump, a publicação menciona debates sobre a integridade do sistema eleitoral brasileiro e questionamentos de diferentes setores sobre a condução do processo.
O artigo também afirma que uma eventual mudança no comando político do Brasil poderia alterar o mapa político da América Latina. Na conclusão, o autor relaciona o avanço de governos conservadores na região ao lema utilizado por Trump, afirmando que o republicano estaria “tornando as Américas grandes novamente”.
O compartilhamento ocorreu após uma troca de declarações entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante a cúpula do G7, realizada na França na semana passada, o presidente norte-americano afirmou que o Brasil havia se tornado um país “politicamente perigoso”, fez críticas ao governo brasileiro e comentou o caso envolvendo Eduardo Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal.
Lula respondeu às declarações afirmando que Trump não deveria interferir nas eleições brasileiras e defendeu a confiabilidade das urnas eletrônicas. O presidente brasileiro também declarou que o sistema eleitoral do país é seguro e que os Estados Unidos poderiam aprender com o modelo adotado no Brasil.




