“Estamos monitorando de perto”, afirma embaixada dos EUA sobre Moraes

É mais um episódio de declarações recentes dos EUA com ataques e avisos a Moraes.


A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil voltou a se manifestar publicamente contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Em publicação feita na quinta-feira (7) nas redes sociais, a representação diplomática reproduziu uma mensagem em português com críticas ao ministro e advertências a seus aliados.

Trata-se de mais um episódio de uma série de declarações recentes feitas por autoridades norte-americanas com ataques e avisos diretos a Moraes, especialmente após o início de julho. Desde o dia 14 daquele mês, os posicionamentos públicos do governo dos EUA contra o magistrado têm se intensificado.

No dia 18 de julho, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou a suspensão do visto de entrada nos EUA para Moraes e outros ministros do STF. Já no fim do mês, o ministro foi incluído na lista de sanções da Lei Global Magnitsky, legislação americana que pune estrangeiros envolvidos em graves violações de direitos humanos ou corrupção sistêmica.

“Que isso sirva de alerta para aqueles que pretendem pisotear os direitos fundamentais de seus compatriotas — togas não os protegerão”, escreveu Rubio na plataforma X, na ocasião.

Na quarta-feira (6), o secretário Adjunto de Diplomacia Pública, Darren Beattie, fez nova publicação, afirmando que aliados de Moraes também podem ser sancionados. A mensagem foi compartilhada nas redes sociais da Embaixada dos EUA em português.

“O ministro Moraes é o principal arquiteto da censura e perseguição contra Bolsonaro e seus apoiadores. Seus flagrantes transparentes de direitos humanos resultaram em avaliações pela Lei Magnitsky, determinadas pelo presidente Trump. Os aliados de Moraes no Judiciário e em outras esferas estão avisados para não apoiar nem facilitar a conduta de Moraes. Estamos monitorando a situação de perto”, declarou a embaixada dos Estados Unidos.