Bolsonaro diz ter usado ferro quente na tornozeleira por curiosidade

Ao ser questionado sobre as marcas, Bolsonaro respondeu: “meti um ferro quente aqui”.


Um vídeo anexado ao processo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) mostra a tornozeleira eletrônica danificada e com marcas de exposição ao fogo. No áudio, a diretora-adjunta da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal, Rita Gaio, questiona Bolsonaro sobre o estado do equipamento. Veja o vídeo aqui.

Ao ser indagado sobre a origem das marcas, Bolsonaro responde: “meti um ferro quente aqui”. Em seguida, afirma que fez isso por “curiosidade” e explica que utilizou um ferro de soldar, e não um ferro de passar. Questionado se também tentou puxar a pulseira, Bolsonaro nega, dizendo: “Não rompi a pulseira não”. A diretora registra que a pulseira estava aparentemente intacta, mas que o invólucro havia sido violado. Ao perguntar quando o ex-presidente iniciou o procedimento, Bolsonaro afirma que foi “no final da tarde”. Ele também nega que a tampa do dispositivo tenha se soltado, afirmando: “Tudo em paz, tudo na paz aqui”.

Segundo o despacho, a primeira informação repassada ao governo indicava que “o monitorado [Bolsonaro] havia batido o dispositivo [tornozeleira] na escada”. Após a constatação da violação, a tornozeleira eletrônica precisou ser substituída na madrugada deste sábado (22). O alarme disparou às 0h08, acionando imediatamente a equipe responsável pela segurança de Bolsonaro. A escolta confirmou o dano e realizou a troca do equipamento às 1h09.