A Toyota encerrará as atividades de sua fábrica em Indaiatuba, no interior de São Paulo, em 30 de junho. Em operação desde 1998, a unidade produziu mais de 1 milhão de veículos ao longo de sua história e emprega cerca de 1,5 mil trabalhadores.
O fechamento integra o processo de reorganização industrial da montadora japonesa no Brasil e marca a conclusão da transferência da produção do Corolla Sedan para Sorocaba (SP). A mudança foi anunciada pela empresa em 2024 e está sendo concluída neste ano.
Com a transferência, o complexo industrial de Sorocaba passará a concentrar as principais operações da Toyota no país. Segundo a fabricante, a centralização das linhas de montagem deverá ampliar a eficiência produtiva e contribuir para o cumprimento das metas globais de sustentabilidade.
Apesar do encerramento da unidade de Indaiatuba, a empresa afirma que continuará expandindo sua presença no mercado brasileiro. A previsão é de que uma segunda fábrica seja inaugurada em Sorocaba, em novembro de 2026, como parte do plano de investimentos de R$ 11 bilhões destinado ao Brasil até 2030.
O projeto contempla a ampliação da capacidade produtiva e a fabricação de novos modelos e tecnologias, incluindo veículos híbridos. De acordo com a montadora, a expansão do complexo de Sorocaba já resultou na criação de aproximadamente 2 mil empregos diretos.
A Toyota informa ainda que a transição foi conduzida em diálogo com os trabalhadores, com alternativas como a transferência para outras unidades e a adesão voluntária a programas de desligamento, sem demissões unilaterais. À época do anúncio, o presidente da Toyota do Brasil, Evandro Maggio, afirmou que a estratégia da empresa consistia em priorizar a transferência dos funcionários de Indaiatuba para Sorocaba, destacando que o novo complexo teria capacidade para absorver todos os trabalhadores da unidade desativada.
O Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região acompanha a expansão das operações da montadora e avalia que o investimento poderá fortalecer a cadeia automotiva regional. Segundo a entidade, além dos cerca de 2 mil empregos diretos anunciados, a expectativa é de geração de aproximadamente 8 mil postos de trabalho indiretos entre fornecedores e empresas do setor.




