A temporada dos Prêmios Nobel de 2025 está em andamento, e nesta semana serão revelados os laureados nas seis categorias que compõem a premiação mais tradicional do mundo. Embora a cerimônia oficial ocorra apenas em 10 de dezembro, na Suécia e na Noruega, todos os vencedores serão anunciados até 13 de outubro, na próxima segunda-feira.
O Prêmio Nobel da Paz, o mais aguardado entre os seis, será divulgado na sexta-feira (10). Apenas um laureado — seja um indivíduo ou uma organização — será escolhido entre os 338 indicados deste ano, dos quais 244 são pessoas físicas e 94 são instituições.
O Comitê Norueguês do Nobel, órgão responsável por aceitar as indicações e selecionar os vencedores, não confirma a lista de indicados. As informações permanecem em sigilo por 50 anos, conforme determina o regulamento da Fundação Nobel. O comitê é composto por cinco membros nomeados pelo Parlamento da Noruega, geralmente formados por ex-políticos, acadêmicos e figuras públicas.
O prazo final para o envio de indicações é 31 de janeiro de cada ano. Entretanto, nem todas são aceitas: candidaturas que não correspondem ao espírito do Prêmio da Paz são descartadas. Entre aqueles autorizados a apresentar nomes estão autoridades eleitas, membros de tribunais internacionais, professores universitários, ex-ganhadores do Nobel, líderes religiosos de alto nível e diretores de institutos de pesquisa da paz ou organizações humanitárias.
Entre os antigos vencedores do Prêmio Nobel da Paz estão Nelson Mandela, líder sul-africano e símbolo da luta contra o apartheid; Madre Teresa de Calcutá, missionária católica reconhecida por seu trabalho com os pobres na Índia; e Barack Obama e Jimmy Carter, ambos ex-presidentes dos Estados Unidos.
Atualmente, o Nobel é entregue em seis categorias: Paz, Literatura, Química, Física, Fisiologia ou Medicina e Ciências Econômicas. Cada uma reconhece contribuições significativas em sua respectiva área — desde a promoção dos direitos humanos e da paz mundial até avanços científicos e literários de grande impacto.
Neste ano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ser mencionado por governos estrangeiros como um possível candidato ao Prêmio Nobel da Paz. Em 1º de agosto, o governo do Camboja anunciou sua intenção de indicar o presidente norte-americano, citando sua atuação direta na mediação do recente conflito fronteiriço entre Camboja e Tailândia. O enfrentamento, que durou cinco dias, deixou ao menos 43 mortos e deslocou mais de 300 mil pessoas.
Em 7 de julho, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também declarou ter indicado Trump ao prêmio, durante um encontro com o líder norte-americano na Casa Branca. Na ocasião, Netanyahu entregou pessoalmente uma carta com a indicação, que, segundo ele, foi enviada à organização responsável pelo Nobel, sediada em Oslo, na Noruega.
Em 20 de junho, o próprio Trump anunciou a mediação de um tratado de paz entre Ruanda e a República Democrática do Congo, em parceria com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. Na mesma data, o governo do Paquistão formalizou a intenção de indicá-lo ao Prêmio Nobel da Paz de 2026.




