O governo de Donald Trump criticou a escolha de María Corina Machado para o Nobel da Paz e afirmou que o prêmio “coloca a política na frente da paz”. Segundo Steven Cheung, diretor de comunicações da Casa Branca, “o presidente Trump continuará fazendo acordos de paz, encerrando guerras e salvando vidas. Ele tem o coração de um humanitário, e nunca haverá ninguém como ele, capaz de mover montanhas com a força de sua vontade”.
María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025 nesta sexta-feira (10), foi indicada à honraria por Marco Rubio, atual secretário de Estado do governo Trump. A premiação ocorreu no mesmo ano em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez campanha para receber o Nobel, mas acabou derrotado.
A nomeação foi formalizada em agosto de 2024, quando Rubio ainda era senador pela Flórida, por meio de carta enviada ao Comitê Norueguês do Nobel. O documento foi assinado por outros parlamentares republicanos, incluindo o senador Rick Scott e os deputados Mario Díaz-Balart, María Elvira Salazar, Michael Waltz, Neal Dunn, Byron Donalds e Carlos Gimenez. Na carta, Rubio e colegas afirmam que Machado “representa a esperança e a resiliência de um povo que há 25 anos sofre com a opressão do regime de Nicolás Maduro” e descrevem a política venezuelana como uma “figura de coragem e moralidade”, solicitando que o comitê reconheça “seu compromisso incansável com a restauração da democracia e dos direitos humanos na Venezuela”.
De acordo com o testamento de Alfred Nobel, o Prêmio da Paz deve ser concedido a quem contribuiu significativamente para a fraternidade entre as nações e a promoção de congressos de paz. Essa é a única categoria entregue na Noruega. O comitê é composto por cinco membros, que deliberam em uma sala trancada em Oslo, sem contato com o público, para evitar influências externas.
QUEM É CORINA MACHADO?
Vencedora do Nobel da Paz, María Corina Machado vive escondida na Venezuela desde 2024, quando foi impedida de disputar as eleições presidenciais. Segundo o Comitê Norueguês, ela “mantém acesa a chama da democracia em meio à escuridão crescente” e simboliza a resistência pacífica contra o autoritarismo latino-americano.
O prêmio totaliza 11 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6,2 milhões) e destaca a líder opositora como “um dos exemplos mais extraordinários de coragem civil na América Latina nos últimos tempos”, reunindo grupos rivais em torno da defesa de eleições livres e do restabelecimento do Estado de Direito.




