O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, poderá se encontrar com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, já na próxima semana, segundo informou uma autoridade da Casa Branca na quarta-feira (6). O possível encontro ocorre em meio aos preparativos do governo norte-americano para impor sanções secundárias — inclusive à China — com o objetivo de pressionar Moscou a encerrar a guerra na Ucrânia.
Caso se confirme, será a primeira reunião presencial entre líderes dos dois países desde o encontro de Joe Biden com Putin em Genebra, em junho de 2021, oito meses antes da invasão russa à Ucrânia. Putin e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, não se encontram desde dezembro de 2019 e mantêm uma relação marcada por forte hostilidade.
De acordo com o New York Times, Trump afirmou, em ligação com líderes europeus, que pretende se reunir com Putin e, em seguida, realizar uma reunião trilateral com o líder russo e Zelensky. “Há uma boa chance de que haja uma reunião muito em breve”, declarou o presidente americano a repórteres.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou que “os russos expressaram seu desejo de se encontrar com o presidente Trump, e o presidente está aberto a se reunir com o presidente Putin e o presidente Zelensky”.
A movimentação diplomática segue-se à reunião entre Putin e o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, que, segundo Trump, alcançou “grande progresso”. Mais tarde, ele relativizou: “Não chamaria isso de avanço.”
Um assessor do Kremlin classificou as negociações como “úteis e construtivas”. Já Yuri Ushakov, conselheiro de política externa de Putin, disse que houve troca de “sinais” sobre a Ucrânia e discussões sobre cooperação estratégica, mas evitou divulgar detalhes até que Witkoff relatasse a Trump.
Zelensky, por sua vez, afirmou que a pressão sobre Moscou tem surtido efeito e que o Kremlin estaria mais “inclinado” a aceitar um cessar-fogo. “Mas o principal é que eles não nos enganem nos detalhes — nem a nós, nem aos EUA.”
Enquanto isso, Trump impôs uma tarifa extra de 25% sobre produtos da Índia, em resposta às compras indianas de petróleo russo, elevando algumas tarifas para até 50%. O governo indiano considerou a medida “extremamente lamentável”.
Trump também ameaçou tarifas semelhantes contra a China. “Fizemos isso com a Índia. Provavelmente faremos isso com alguns outros países. Um deles pode ser a China”, declarou.




