Trump e Putin se reunirão no Alasca para negociar fim da guerra na Ucrânia

Trump ameaçou tarifas à Rússia se Putin não parar a ofensiva na Ucrânia.


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que se reunirá com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em 15 de agosto, no Alasca, para negociar o fim da guerra na Ucrânia. Segundo ele, as partes, incluindo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, estão próximas de um acordo de cessar-fogo, possivelmente envolvendo troca de territórios. “Haverá alguma troca de territórios para o bem de ambos”, afirmou Trump nesta sexta-feira (8).

Em discurso, Zelensky disse que um cessar-fogo é possível com pressão adequada sobre Moscou e ressaltou manter contato constante com Washington. Putin reivindica quatro regiões ucranianas – Luhansk, Donetsk, Zaporizhzhia e Kherson – além da Crimeia, anexada em 2014. A Ucrânia já sinalizou alguma flexibilidade, mas aceitar a perda de cerca de 20% do território seria politicamente desafiador.

A Bloomberg informou que a proposta garantiria a Moscou o controle do território ocupado desde a invasão, algo que, segundo o ex-diplomata americano Tyson Barker, seria rejeitado por Kiev. A Rússia interromperia ofensivas em Kherson e Zaporizhzhia nas atuais linhas de batalha.

Desde seu retorno à Casa Branca, Trump busca melhorar as relações com Moscou, mas ameaçou impor novas sanções e tarifas se Putin não encerrar a ofensiva. Nesta semana, o governo americano aplicou tarifa extra de 25% sobre importações indianas de petróleo russo, primeira penalidade financeira direta contra a Rússia em seu segundo mandato.

O enviado especial de Trump, Steve Witkoff, manteve reunião de três horas com Putin em Moscou, classificada como construtiva. O premiê polonês, Donald Tusk, afirmou que há sinais de possível “congelamento” do conflito, com Zelensky “muito cauteloso, mas otimista” e disposto a envolver países europeus no planejamento de um cessar-fogo e eventual acordo de paz.