O Google anunciou, na segunda-feira (21), a remoção de quase 11 mil canais do YouTube e outras contas vinculadas a campanhas de propaganda estatais da China, Rússia e de outras nações durante o segundo trimestre de 2025.
Mais de 7.700 dos canais excluídos tinham ligação com a China. Essas campanhas divulgavam, principalmente em chinês e inglês, conteúdo que promovia o regime da República Popular da China, exaltava o presidente Xi Jinping e comentava temas relacionados aos Estados Unidos.
Outros 2.000 canais tinham conexão com a Rússia. Neles, o conteúdo circulava em diversos idiomas, defendia o governo russo e criticava a Ucrânia, a OTAN e o Ocidente.
Em maio, o Google também retirou do ar 20 canais do YouTube, quatro contas de anúncios e um blog na plataforma Blogger, todos associados ao RT, veículo de comunicação estatal russo. A emissora é acusada de financiar influenciadores conservadores americanos para a produção de conteúdo nas redes sociais antes das eleições presidenciais de 2024.
Segundo a NBC News, Tim Pool, Dave Rubin e Benny Johnson — apoiadores declarados do presidente dos EUA, Donald Trump — produziram conteúdo para a Tenent Media, empresa do Tennessee citada nas investigações. O YouTube já havia começado a bloquear canais ligados ao RT em março de 2022, logo após a invasão da Ucrânia pela Rússia.
As remoções fazem parte do trabalho contínuo do Google Threat Analysis Group, que atua no combate a campanhas de desinformação e operações de “influência coordenada”.
O relatório do segundo trimestre da empresa também identificou campanhas semelhantes oriundas do Azerbaijão, Irã, Turquia, Israel, Romênia e Gana, com o objetivo de atingir opositores políticos. Algumas ações se concentraram em conflitos geopolíticos recentes, incluindo a guerra entre Israel e Palestina.
“As descobertas da atualização mais recente estão de acordo com nossas expectativas deste trabalho regular e contínuo”, declarou um porta-voz do YouTube.
No primeiro trimestre, o Google já havia removido mais de 23 mil contas. Na semana passada, a Meta afirmou ter excluído cerca de 10 milhões de perfis que imitavam grandes criadores de conteúdo, como parte de um esforço para conter o “conteúdo de spam”.




