O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou nesta segunda-feira (3) que tarifas de 25% sobre produtos do México e do Canadá serão aplicadas a partir desta terça-feira (4).
“Amanhã — tarifas de 25% sobre o Canadá e 25% sobre o México. Vai começar”, afirmou Trump.
“Eles vão ter que ter uma tarifa. Então, o que eles têm que fazer é construir suas fábricas de automóveis, francamente, e outras coisas nos Estados Unidos, caso em que não haverá tarifas.”
Em janeiro, Trump anunciou as taxas, suspendeu por 30 dias, mas agora confirmou a medida. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, disse que seu governo tem “planos A, B, C e D” para enfrentar a situação. Já a chanceler do Canadá, Mélanie Joly, afirmou que há “imprevisibilidade e caos que sai do Salão Oval” e que o país lidará com isso.
A decisão impactou Wall Street. O Dow Jones caiu 1,58%, o S&P 500 recuou 1,78% e o Nasdaq despencou 2,47%.
Desde sua campanha, Trump defende reduzir a concorrência estrangeira e priorizar a indústria dos EUA. Já impôs tarifas à China e anunciou taxas de 25% contra a União Europeia.
NOVAS TARIFAS
Trump também prometeu tarifas sobre produtos agrícolas importados a partir de 2 de abril. Ele pediu que agricultores dos EUA “se preparem para começar a fabricar uma grande quantidade de produtos agrícolas para serem vendidos DENTRO dos Estados Unidos.”
Nessa data, os EUA também aplicarão tarifas recíprocas a países que taxam produtos americanos. O governo citou o etanol brasileiro como exemplo.
IMPACTOS ECONÔMICOS
A medida visa reduzir déficits comerciais e conter problemas fronteiriços, como imigração e tráfico de fentanil. No entanto, pode elevar a inflação e forçar o Fed a manter juros altos.
Isso impacta o Brasil, pois juros elevados nos EUA atraem capital, valorizam o dólar e pressionam a Selic. Além disso, tarifas contra a China podem desacelerar sua economia, aumentando a oferta de produtos chineses no Brasil.




