A Colômbia confirmou, neste domingo (21), a tendência de avanço conservador na América do Sul ao eleger o candidato de direita Abelardo de la Espriella como novo presidente da República. A vitória encerra o ciclo de quatro anos da administração de esquerda liderada por Gustavo Petro e redefine o equilíbrio de forças no continente sul-americano.
De acordo com os dados oficiais preliminares divulgados pelos órgãos eleitorais colombianos, De la Espriella, representante do movimento Defensores da Pátria, obteve 49,65% dos votos válidos, totalizando cerca de 12,9 milhões de votos. O candidato governista de esquerda, o senador Iván Cepeda, da coalizão Pacto Histórico, alcançou 48,70% dos votos (12,6 milhões), configurando um dos pleitos mais acirrados da história recente do país.
O resultado das urnas na Colômbia fornece dados factuais que reforçam o cenário de “onda conservadora” na América do Sul.

Com a guinada política de Bogotá, o panorama sul-americano apresenta as seguintes mudanças estruturais:
• Fortalecimento do bloco do Pacífico: A eleição de De la Espriella sela o alinhamento ideológico de toda a fachada ocidental do continente. Colômbia, Equador (com Daniel Noboa), Peru (José María Balcázar, presidente interino) e Chile (com José Antonio Kast) passam a formar um corredor ininterrupto de governos de direita e centro-direita voltados ao Oceano Pacífico.
• Isolamento do eixo de esquerda: Com a perda do Executivo colombiano, o espectro político de esquerda na região sofre retrações significativas, concentrando sua representação majoritária no Brasil (com o presidente Lula), além de Guiana e Suriname.
• Plataforma de linha dura: O presidente eleito da Colômbia pautou sua campanha em propostas de forte teor conservador, focadas no combate ao narcotráfico e no endurecimento das políticas de segurança pública, sinalizando uma ruptura com a agenda progressista anterior.




