Lula deve contatar Putin para tratar do fim da guerra na Ucrânia

Lula e Zelensky se reuniram durante a Cúpula do G7, realizada na França.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve entrar em contato com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para tratar da guerra na Ucrânia. Segundo apuração da emissora CNN, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, teria solicitado a interlocução do petista durante a Cúpula do G7, realizada na semana passada, em Évian-les-Bains, na França.

Lula planeja realizar um telefonema para Putin, mas auxiliares também avaliam a possibilidade de organizar um encontro presencial entre os dois líderes, que poderia ocorrer durante reuniões dos Brics ou do G20 previstas para o segundo semestre deste ano.

No contato, o presidente brasileiro deverá pedir que Putin dialogue diretamente com Zelensky e participe de negociações para um cessar-fogo ou um acordo de paz. O líder ucraniano defende que a conversa ocorra de forma remota ou presencial, em um território neutro.

A intenção do governo brasileiro, porém, é preparar uma pauta mais ampla para a conversa com Putin, incluindo temas de interesse bilateral entre Brasil e Rússia, como a cooperação nas áreas de energia e fertilizantes.

Integrantes do governo brasileiro avaliam que o pedido de Zelensky ocorre em razão da interlocução mantida por Lula com Putin e do diálogo do presidente brasileiro com outros países envolvidos nas discussões sobre o conflito. Em uma ocasião anterior, Zelensky já havia feito pedido semelhante ao líder brasileiro, que consultou Putin, mas teve a solicitação recusada pelo presidente russo.

Um assessor presidencial ucraniano confirmou, na sexta-feira (19), que Zelensky aceitou uma oferta de Lula para ajudar nas negociações de um acordo de paz com a Rússia.

Durante o G7, na quarta-feira (17), o presidente ucraniano pediu aos países aliados que aumentassem a pressão sobre a Rússia para encerrar o conflito, que já dura mais de quatro anos.

Na conversa bilateral, Lula apresentou alternativas, incluindo contatos com os integrantes permanentes do Conselho de Segurança da ONU, segundo afirmou o assessor de comunicação presidencial da Ucrânia, Dmytro Lytvyn, a jornalistas.