Novas alegações de que os Estados Unidos teriam recuperado restos biológicos de quatro supostos tipos de vida extraterrestre repercutiram no debate sobre a recente divulgação de arquivos relacionados aos fenômenos aéreos não identificados (UAPs, na sigla em inglês), intensificando discussões sobre o conhecimento de autoridades federais norte-americanas a respeito de possíveis formas de vida fora da Terra.
O Dr. Hal Puthoff, pesquisador com histórico de financiamento pela Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) e ex-consultor do Programa de Aplicações de Sistemas de Armas Aeroespaciais Avançadas (AAWSAP, na sigla em inglês) — programa associado à CIA —, comentou o tema durante participação no podcast “The Diary of a CEO”, apresentado por Steve Bartlett, ao lado do diretor do documentário “Age of Disclosure”, Dan Farah.
“Dado o nível de sofisticação da tecnologia deles, se eles não quisessem ser vistos, nós não os estaríamos vendo”, disse Puthoff no podcast. “Então, parece que há evidências de que, por algum motivo, eles querem ser vistos.”
Puthoff também afirmou que pessoas envolvidas em supostas operações de recuperação relataram a existência de quatro tipos distintos de vida extraterrestre. “Pessoas envolvidas em processos de recuperação disseram que existem pelo menos quatro tipos. Quatro tipos distintos”, afirmou. “Eu não tive acesso direto a essas informações, mas acredito nas pessoas com quem conversei — quatro tipos de vida diferentes.”
Embora não tenha apresentado detalhes específicos, o ex-colega de Puthoff na AAWSAP, o Dr. Eric Davis, já teria descrito anteriormente essas categorias como “nórdicos”, “cinzentos”, “insetoides” e “reptilianos”, segundo o jornal New York Post (NYP).
De acordo com essas descrições, os “nórdicos” seriam os mais semelhantes aos humanos; os “cinzentos” seriam criaturas pequenas, de olhos grandes e sem pelos; os “reptilianos” seriam seres com aparência de réptil, escamas e cauda longa; e os “insetoides” seriam supostamente semelhantes a insetos, como louva-a-deus.
“Os insetoides parecem ser raramente vistos”, acrescentou Kent Heckenlively, autor de “Catastrophic Disclosure”. “Mas, quando são descritos pelas pessoas, muitas vezes são apresentados como os seres que mandam, o que me assusta um pouco.”
Heckenlively afirmou ainda que diferentes pesquisadores relatam variações dessas supostas formas de vida e mencionou a possibilidade de outras classificações, como seres anfíbios.
O tema surge em meio a iniciativas do governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, para ampliar a transparência sobre UAPs ou OVNIs (objetos voadores não identificados), incluindo a divulgação de novos documentos pelo Pentágono. Até o momento, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos já divulgou dois lotes de arquivos relacionados a OVNIs, sendo o primeiro divulgado em 8 de maio e o segundo na última sexta-feira (22).
Ainda assim, Heckenlively defendeu a divulgação completa das informações.
“O que sempre digo é que é difícil contar só um pouquinho da verdade”, disse Heckenlively. “Quando você começa a contar a verdade, tem que contar tudo. Então, eu realmente acho que o governo Trump demonstrou interesse em revelar a verdade. Acho que algumas das divulgações foram verdadeiramente notáveis.”
Em 2023, o ex-oficial de inteligência da Força Aérea dos Estados Unidos, David Grusch, também havia alegado ao Congresso norte-americano que o governo dos Estados Unidos possuiria “materiais biológicos não humanos” provenientes de supostos acidentes com objetos não identificados.
O diretor Dan Farah afirmou, no programa “Jesse Watters Primetime”, da emissora Fox News, que entrevistados de seu documentário relataram casos de acidentes envolvendo naves de origem não humana, bem como a recuperação de destroços e possíveis materiais biológicos.
As alegações permanecem sem confirmação independente por parte do governo norte-americano. Ainda assim, defensores de maior transparência afirmam que a divulgação completa de informações seria necessária para esclarecer o tema.




