A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (15), uma megaoperação que, segundo a corporação, é contra uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro e de realização de transações financeiras ilícitas que ultrapassariam R$ 1,6 bilhão.
Entre os presos estão os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo. A prisão de Ryan ocorreu durante uma festa na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral paulista. Também foram alvos da operação os influenciadores Raphael Sousa Oliveira, criador da página de fofocas Choquei, e Chrys Dias, que possui quase 15 milhões de seguidores, além de outros produtores de conteúdo.
Ryan Santana dos Santos, de 25 anos, é um dos principais nomes do funk nacional. Em nota, a defesa afirmou que ainda “não teve acesso ao procedimento, que tramita sob sigilo”, mas destacou a “absoluta integridade de MC Ryan, bem como a lisura de todas as suas transações financeiras”. Acrescentou ainda que “todos os valores que transitam por suas contas possuem origem devidamente comprovada”.
No caso de MC Poze do Rodo, nome artístico de Marlon Brandon Coelho Couto Silva, de 27 anos, a defesa declarou que “desconhece os autos ou o teor do mandado de prisão” e que, após ter acesso aos documentos, “se manifestará na Justiça para restabelecer sua liberdade e prestar os devidos esclarecimentos ao Poder Judiciário”.
Poze foi preso em sua residência, localizada em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro.
Batizada de Operação Narcofluxo, a ação conta com apoio da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PM-SP). Segundo as investigações, os envolvidos utilizavam um sistema para ocultar e dissimular valores, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e transações com criptoativos.
Ao todo, cerca de 200 policiais federais cumprem 90 mandados judiciais, entre prisões temporárias e buscas e apreensões, expedidos pela 5ª Vara Federal em Santos. As ordens são cumpridas em endereços localizados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná e Goiás, além do Distrito Federal. Também foi determinado o sequestro de bens.
Durante a operação, foram apreendidos veículos, valores em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos. Policiais também encontraram armas e um colar com a imagem do narcotraficante colombiano Pablo Escobar dentro de um mapa do estado de São Paulo.




