Moraes abre inquérito contra Flávio por “calúnia” contra Lula

Flávio é pré-candidato à Presidência da República.


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de investigação contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por suposta prática de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio é pré-candidato à Presidência da República.

A decisão, assinada na segunda-feira (13), atende a um pedido da Polícia Federal (PF), com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A investigação tem como base uma publicação feita pelo senador na rede social X, em 3 de janeiro de 2026. Na postagem, Flávio Bolsonaro atribuiu ao petista a prática de crimes como tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, além de associar sua imagem à do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro.

O parlamentar também afirmou que Lula “será delatado”, em referência à colaboração premiada, imputando-lhe, ainda, crimes como:

• tráfico internacional de drogas e armas;

• lavagem de dinheiro;

• suporte a terroristas e ditaduras;

• fraudes em eleições.

Segundo a Polícia Federal e a PGR, ao utilizar a expressão “será delatado”, o senador fez menção direta à colaboração premiada, imputando falsamente fatos criminosos ao chefe do Executivo em ambiente virtual de amplo alcance.

A delação premiada, também conhecida como colaboração premiada, é um acordo firmado entre investigados e autoridades, como o Ministério Público (MP) e a Polícia Federal, por meio do qual o investigado fornece informações relevantes em troca de benefícios no processo penal.

A PGR sustentou que a conduta de Flávio apresenta “indícios concretos” de atuação criminosa, caracterizando a atribuição falsa e vexatória de delitos.