O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (29) que pretende conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas voltou a criticar o processo eleitoral brasileiro, realizado no último domingo (25). O republicano classificou a eleição como “uma situação muito vergonhosa para o Brasil”, sem apresentar provas de irregularidades.
Questionado por jornalistas se reconheceria a vitória de Lula, Trump disse que conversará com o presidente brasileiro, mas não confirmou se pretende reconhecer formalmente o resultado das urnas. O petista foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo os dados oficiais da Justiça Eleitoral.
Trump afirmou ainda que não tomou partido na disputa a pedido de Lula. Segundo o presidente norte-americano, o brasileiro teria solicitado que ele não favorecesse nenhum dos candidatos, pedido que, de acordo com sua versão, foi respeitado.
“Não quero comentar isso agora, mas achei que a eleição foi um grande constrangimento para o povo brasileiro. Acompanhei a eleição. Não tomei partido. Deixei as coisas seguirem seu curso. O presidente — o atual presidente — me pediu para não tomar partido. E eu não tomei”, declarou Trump.
O republicano também voltou a questionar a condução da votação e mencionou a reação negativa dos mercados financeiros após o segundo turno como argumento para criticar o processo eleitoral.
As declarações ocorrem em meio à repercussão da viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos, após sua derrota nas urnas. Na quarta-feira (28), Trump afirmou que autorizou a entrada do senador no país, mas declarou que não pretende se envolver na disputa política brasileira.
Até o momento, o governo norte-americano não confirmou formalmente o reconhecimento da vitória de Lula.




