Alcolumbre articula anistia a Bolsonaro para tentar se reeleger

A eleição para a presidência do Senado será em fevereiro de 2027.

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), planeja negociar um indulto ou uma anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em busca do apoio de parlamentares da direita à sua reeleição para o comando da Casa, prevista para fevereiro de 2027. A informação foi publicada pelo jornal Folha de S.Paulo, com base em relatos de dois aliados do senador.

Segundo a reportagem, a articulação também busca reduzir a pressão da oposição pelo impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente Alexandre de Moraes, relator do processo que condenou Bolsonaro por participação em uma tentativa de golpe de Estado.

A estratégia de Alcolumbre seria envolver os três Poderes em um acordo de pacificação política após a eleição presidencial. O senador pretende conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para defender a concessão de um indulto humanitário a Bolsonaro, preso desde agosto de 2025. A proposta, porém, ainda não foi discutida entre os dois.

Caso Lula rejeite a iniciativa, Alcolumbre pretende trabalhar pela aprovação de uma anistia no Congresso Nacional. Aliados afirmam que o senador aguardará os desdobramentos do cenário político antes de avançar com a negociação.

A articulação também envolve a lei que alterou o cálculo das penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. A norma está suspensa desde maio por decisão de Moraes, enquanto o STF não conclui a análise de sua constitucionalidade.

Outro ponto considerado pelos aliados é limitar os efeitos de uma eventual anistia à esfera penal, sem garantir a Bolsonaro o direito de disputar eleições. O ex-presidente está inelegível até pelo menos 2060, e há divergências jurídicas sobre os possíveis efeitos eleitorais da medida.

Em contrapartida ao eventual perdão, Alcolumbre buscaria o compromisso da direita de interromper a pressão pelo impeachment de ministros do STF e priorizar propostas de reforma do Judiciário.

A disputa pela presidência do Senado em 2027 também envolve os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS), que buscam apoio para impedir a reeleição de Alcolumbre. A votação é secreta, o que pode favorecer negociações individuais entre os parlamentares.


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