A Meta, empresa responsável pelo Facebook, pelo Instagram e pelo WhatsApp, afirmou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que adota critérios iguais para as campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputam o segundo turno das eleições presidenciais.
A manifestação foi apresentada após questionamentos sobre possíveis diferenças na distribuição de conteúdos políticos, no alcance das publicações e no funcionamento de ferramentas de inteligência artificial. A campanha de Lula alegou que conteúdos favoráveis ao adversário estariam recebendo tratamento mais vantajoso nas plataformas.
O ministro Marco Aurélio Bellizze determinou que a empresa apresentasse informações sobre as medidas adotadas para garantir a igualdade de tratamento entre as candidaturas. Diante das explicações consideradas inicialmente insuficientes, o magistrado estabeleceu um novo prazo para a apresentação dos esclarecimentos.
Em resposta, a Meta negou favorecimento político e declarou que suas plataformas aplicam os mesmos critérios às duas campanhas. A empresa também afirmou ter adotado mecanismos de revisão humana para determinadas restrições automáticas em anúncios eleitorais.
Outro ponto envolve conteúdos produzidos com inteligência artificial. Segundo a companhia, foram analisadas 1.204 publicações denunciadas por possíveis irregularidades na identificação desse tipo de material, das quais 720 foram removidas.
A empresa sustenta que as medidas adotadas buscam cumprir as determinações judiciais e a legislação eleitoral brasileira.




