O senador Flávio Bolsonaro (PL) declarou R$ 8,2 milhões em bens à Justiça Eleitoral para disputar a Presidência da República. O candidato a vice-presidente em sua chapa, Alfredo Gaspar (PL), informou patrimônio de R$ 565 mil.
Os dados constam do registro da chapa apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e disponibilizado para consulta pública na quinta-feira (13).
Entre os cinco presidenciáveis mais bem posicionados nas pesquisas, apenas o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), ainda não havia registrado a candidatura no sistema do TSE. Antes de Flávio, o PT havia apresentado o registro de Luiz Inácio Lula da Silva, o Missão havia protocolado o pedido de Renan Santos e o Novo havia enviado os dados de Romeu Zema.
Segundo o TSE, os pedidos de registro de candidatura podem ser apresentados até as 19h de sábado (15).
Somados, os patrimônios declarados por Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar chegam a R$ 8,7 milhões, ante pouco mais de R$ 2 milhões informados nas últimas eleições disputadas por ambos. O aumento conjunto é de aproximadamente 331%.
Em comparação com 2018, quando foi eleito senador, Flávio Bolsonaro declarou um patrimônio 370% maior. A principal diferença é a inclusão de um imóvel em Brasília, avaliado em R$ 6,2 milhões.
Alfredo Gaspar também declarou aumento patrimonial em relação à eleição anterior. Em 2022, quando concorreu à Câmara dos Deputados, informou possuir R$ 289 mil em bens. No registro de 2026, declarou R$ 565 mil, um crescimento de aproximadamente 95%.
O registro da candidatura de Flávio Bolsonaro ocorreu após um impasse envolvendo uma filiação partidária. O senador apareceu inicialmente como filiado ao Missão, partido que lançou Renan Santos como candidato à Presidência.
As campanhas de Flávio e Renan trocaram acusações sobre a origem da filiação registrada na Justiça Eleitoral. Flávio afirmou que integrantes de seu gabinete consideraram spam os e-mails enviados pelo Missão, alertando sobre a situação.

O presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, posteriormente reverteu a filiação e manteve o senador vinculado ao PL.
Em uma transmissão ao vivo realizada na noite de quinta-feira, Flávio afirmou que sua filiação ao Missão ocorreu de forma ilegal e negou ter solicitado a mudança partidária.
“Me filiaram ilegalmente a um outro partido”, declarou.
Segundo o senador, os e-mails enviados pelo Missão foram considerados mensagens automáticas pela equipe de seu gabinete, que não teria identificado inicialmente a relevância dos alertas.




