Em MG, Flávio diz que Dino age para defender Lula

A declaração foi feita na cidade onde Bolsonaro foi esfaqueado.


Em visita à cidade de Juiz de Fora (MG) nesta quarta-feira (9), o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, criticou a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF).

A declaração ocorreu durante agenda na cidade, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi atingido por uma facada em 2018, durante a campanha eleitoral. Flávio afirmou que Dino, por ter sido ministro do governo Lula, estaria atuando em defesa de interesses políticos do presidente no STF.

“Ele não tem processo para julgar, ele tem causa para defender, que é a causa do Lula. O Brasil virou uma várzea com o que está acontecendo”, declarou.

O candidato também acusou o ministro de tomar decisões com o objetivo de interferir nas eleições de 2026. Segundo Flávio, o país estaria “sem comando” e “sem presidente”.

“É óbvio que todas as decisões que são tomadas, ainda mais essa do Flávio Dino, da forma que foi, é claro que é para interferir nas eleições”, afirmou.

Na manhã desta quarta-feira, Dino determinou a reintegração imediata de Andrei Rodrigues e de Leandro Almada da Costa, chefe da Diretoria de Inteligência Policial. A decisão suspendeu a determinação tomada na terça-feira (8) pelo ministro André Mendonça, que havia afastado preventivamente os dois delegados e interrompido a produção de relatórios de inteligência da PF. A Segunda Turma do Supremo formou maioria, ainda na terça-feira, para manter os afastamentos na PF.

Mendonça justificou a medida com base em suspeitas de monitoramento ilegal contra ele e contra o advogado-geral da União, Jorge Messias. Dino, por sua vez, questionou a legitimidade do Partido Novo para requerer medidas cautelares em processo penal e considerou inadequada a paralisação das atividades de inteligência da PF.

A decisão de Dino foi provocada por recurso apresentado por Andrei Rodrigues, que argumentou que o afastamento prejudicaria investigações em andamento, incluindo apurações relacionadas ao filme biográfico “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro.

Durante a agenda em Juiz de Fora, Flávio também destacou a importância eleitoral de Minas Gerais, que possui o segundo maior eleitorado do país, com cerca de 16,3 milhões de eleitores.

“Tradicionalmente, quem ganha em Minas ganha no Brasil”, afirmou o candidato.

Pesquisa Quaest divulgada na terça-feira aponta Flávio com 40% das intenções de voto em Minas Gerais em um eventual segundo turno contra Lula, que aparece com 37%. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada entre os dias 4 e 7 de setembro.


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