Ataques cruzados entre Rússia e Ucrânia deixam dezenas de mortos

Os dois países estão intensificando os ataques contra áreas civis.


Ataques cruzados entre Rússia e Ucrânia voltaram a atingir áreas civis e regiões estratégicas dos dois países nesta terça-feira (18), em mais um episódio de intensificação do conflito, iniciado em 2022.

No nordeste da Ucrânia, um bombardeio russo matou pelo menos 10 pessoas e deixou outras 15 feridas em Pechenihy, na região de Kharkiv, segundo autoridades locais. A localidade fica a cerca de 60 quilômetros da cidade de Kharkiv. Equipes de resgate permaneceram mobilizadas durante o dia em busca de vítimas e sobreviventes entre os escombros.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que o ataque atingiu um cruzamento movimentado, onde funcionam uma agência dos Correios, lojas e prédios residenciais. Ele disse que a Ucrânia responderá à ofensiva e pediu aos aliados que ampliem a pressão sobre Moscou.

A Ucrânia também informou ter sido alvo de 147 drones russos durante a noite. Segundo Kiev, 111 foram interceptados pelas defesas aéreas. Em Kryvyi Rih, no centro do país, uma mulher morreu e seis pessoas ficaram feridas em outro ataque com mísseis e drones.

Na Rússia, autoridades afirmaram ter enfrentado um dos maiores ataques de drones ucranianos desde o início da guerra. O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, disse que 620 drones foram lançados contra a região da capital russa entre segunda-feira (17) e esta terça-feira, dos quais 180 teriam sido abatidos.

O governador da região de Moscou, Andrei Vorobyov, informou que um homem de 83 anos morreu e três pessoas ficaram feridas, incluindo uma menina de 10 anos. O tráfego aéreo nos aeroportos da capital foi temporariamente suspenso por razões de segurança.

Outras regiões russas também registraram ataques atribuídos à Ucrânia. Na Crimeia, houve interrupções no fornecimento de energia elétrica. Já na região de Rostov, ao sul do país, autoridades informaram cinco mortes.

A sequência de ataques evidencia a intensificação das operações militares de ambos os lados, com o uso crescente de drones para atingir alvos em áreas profundas do território adversário. A ofensiva também amplia os impactos sobre a população civil e sobre infraestruturas essenciais, enquanto as perspectivas de uma trégua permanecem distantes.


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