Um ataque russo contra um prédio residencial na cidade de Poltava, no centro da Ucrânia, matou pelo menos 14 pessoas, incluindo duas crianças, segundo os serviços de emergência. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky classificou o ataque, ocorrido na manhã de sábado (1º), como “outro crime terrorista”.
O bombardeio destruiu parte do edifício onde morava Olena Yavorska, que morreu junto com seu marido, Dmytro, e sua filha Sofia, de 9 anos. “A Rússia matou nossa colega e sua família”, declarou Volodymyr Popereshniuk, coproprietário da Nova Poshta, empresa de logística onde Olena trabalhava. Segundo ele, a família vivia no segundo andar do prédio atingido.
Equipes de emergência seguem nos escombros em busca de sobreviventes. O serviço de emergência estadual informou que quase 200 pessoas estão recebendo assistência psicológica e humanitária.

Ao mesmo tempo, Ucrânia e Rússia trocaram acusações sobre um ataque contra um internato na região russa de Kursk, onde forças ucranianas mantêm presença desde incursões no ano passado.
Kiev afirmou que um bombardeio aéreo russo atingiu o prédio na cidade de Sudzha, matando ao menos quatro pessoas que buscavam abrigo no local. “Crime de guerra”, disseram os militares ucranianos, relatando que outras quatro vítimas estão em estado grave e mais de 80 foram resgatadas.
Moscou, por sua vez, culpou a Ucrânia pelo ataque. “O lançamento de mísseis inimigos da região de Sumy foi detectado pelos sistemas de defesa aérea russos”, alegaram os militares russos. Segundo eles, Kiev busca desviar a atenção da “opinião pública global”.
Na madrugada deste domingo (2), a Rússia realizou novos ataques com drones, derrubados em parte pela defesa aérea ucraniana. “Derrubamos 40 dos 55 drones lançados”, informou a força aérea ucraniana, citando impactos nas cidades de Kharkiv e Sumy.
Além disso, a infraestrutura energética da Ucrânia foi alvo de bombardeios em várias regiões.




