Trump diz “Eu sou o chefe” em reunião do G7 sobre a Ucrânia

A declaração de Trump ocorre em um momento de maior apoio à Ucrânia.


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (17) a líderes globais: “Eu sou o chefe”, em um encontro com chefes de Estado do G7, no qual também foi reconhecido o avanço da Ucrânia no campo de batalha, acompanhado de um compromisso conjunto de apoio e de novas sanções contra a Rússia.

A declaração de Trump — feita em tom de brincadeira, mas em meio a discussões sensíveis sobre a guerra — ocorreu durante a cúpula do Grupo dos Sete (G7), realizada entre 15 e 17 de junho, no resort de Evian-les-Bains, na França. O comentário foi feito após uma declaração conjunta dos líderes, vista como potencial reforço à posição de Kiev em futuras negociações com Moscou.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, participou do encontro, buscando ampliar o apoio político do Ocidente e convencer Trump de que a resistência da Ucrânia tem alterado o equilíbrio do conflito, reduzindo a capacidade da Rússia de impor condições em eventuais negociações de paz.

A declaração conjunta e as sinalizações dos líderes indicam uma possível mudança de postura de Trump em relação à Ucrânia, após anos de ceticismo. Na cúpula do ano anterior, no Canadá, não houve consenso sobre uma posição unificada do G7 em relação ao conflito.

Ainda assim, diplomatas afirmam que qualquer tentativa de pressionar Moscou depende de decisões dos Estados Unidos sob Trump, consideradas imprevisíveis. Também permanecia incerta a realização de encontros bilaterais entre Trump e Zelensky, assim como a manutenção ou flexibilização das sanções sobre o petróleo russo.

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, declarou: “Houve uma mudança de posição por parte dos Estados Unidos e do presidente Trump. Há uma postura mais dura em relação à Rússia e, em nossa visão, mais realista da situação no terreno da guerra.”

O encontro também abordou temas como segurança econômica global, minerais críticos, reequilíbrio do comércio internacional e inteligência artificial, além de discussões paralelas sobre o Irã e cadeias de suprimento estratégicas.