O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou, nesta terça-feira (16), da foto oficial da cúpula do G7, junto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio ao aumento das tensões envolvendo a proposta norte-americana de aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.
O G7 é um fórum que reúne algumas das principais economias avançadas do mundo para discutir temas como economia, segurança, clima e geopolítica. Integram o grupo os Estados Unidos, o Canadá, o Reino Unido, a França, a Alemanha, a Itália e o Japão, além da União Europeia (UE) como participante. O Brasil não é membro, mas pode ser convidado para reuniões ampliadas, como ocorre nesta edição da cúpula, realizada em Évian-les-Bains, na França.
Durante o registro oficial, Lula ficou posicionado ao lado do primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz. Atrás do presidente brasileiro estava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Diferentemente do ano anterior, Donald Trump participou do chamado “retrato de família” e ficou ao lado do anfitrião do encontro, o presidente francês Emmanuel Macron.

Após a fotografia oficial, Lula conversou brevemente com Ursula von der Leyen no local. Há previsão de uma reunião bilateral entre ambos ainda nesta terça-feira, às 17h20, no horário local, com a participação do presidente do Conselho Europeu, António Costa. Durante o encontro, Trump passou pelos participantes, cumprimentando vários líderes presentes, mas sem registro de cumprimento a Lula.
Paralelamente, a relação entre Brasil e Estados Unidos enfrenta atualmente tensão após a conclusão de uma investigação comercial norte-americana que propõe tarifas de 25% sobre exportações brasileiras. Segundo o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), o Brasil adotaria práticas consideradas “irrazoáveis”, com impactos sobre empresas norte-americanas, incluindo temas relacionados ao Pix, a políticas ambientais, ao combate à corrupção e à proteção da propriedade intelectual.
A medida ainda não entrou em vigor e depende de consultas públicas, com decisão final prevista para julho. O governo brasileiro classificou a proposta como inaceitável e criticou a adoção de medidas unilaterais, elevando o nível de tensão diplomática entre os dois países.




