O índice de aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, subiu um ponto percentual nos últimos dias e chegou a 36%, enquanto a insatisfação da população norte-americana com o custo de vida apresentou uma redução, segundo uma pesquisa Reuters/Ipsos encerrada na segunda-feira (15).
O levantamento, realizado ao longo de quatro dias, reuniu respostas antes e depois de Trump anunciar, no domingo (14), que ele e líderes iranianos haviam concordado em encerrar uma guerra entre os dois países, conflito que provocou forte alta nos preços da gasolina não apenas nos Estados Unidos, mas em todo o planeta.
O otimismo em relação às negociações de paz contribuiu para a queda dos preços dos combustíveis nas últimas semanas. Apesar disso, os americanos ainda pagam cerca de um dólar a mais por galão nas bombas em comparação com o período anterior ao início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro.
Segundo a pesquisa, aproximadamente 24% dos entrevistados aprovam a forma como Trump administra o custo de vida, ante 22% na semana anterior e 20% no mês passado. Já a parcela dos que desaprovam caiu para 69%, contra 73% registrada no mês anterior.
A pesquisa aponta que a popularidade de Trump segue próxima dos níveis mais baixos de sua trajetória política. O presidente americano também enfrenta dificuldades entre segmentos importantes de sua base eleitoral, como eleitores rurais e cristãos evangélicos.
O levantamento mostra ainda que os americanos continuam avaliando de forma mais negativa a atuação de Trump na questão do custo de vida do que a gestão do ex-presidente democrata Joe Biden sobre o mesmo tema.
Realizada de forma online, a pesquisa Reuters/Ipsos ouviu 1.537 adultos americanos em todo o país e possui margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos.
Trump iniciou seu segundo mandato em janeiro de 2025 com um índice de aprovação de 47%, 11 pontos percentuais acima do nível atual, após vencer as eleições presidenciais de 2024 contra a democrata Kamala Harris e com a promessa de combater a inflação elevada durante a gestão de Biden.




