Os esforços diplomáticos para um acordo entre o Irã e os Estados Unidos continuam, mas a emissora norte-americana CBS News informou, na noite desta sexta-feira (22), que o governo de Donald Trump estaria se preparando para um novo ataque militar contra o Irã, citando fontes que afirmaram ter “conhecimento direto do planejamento”. A reportagem, no entanto, destacou que nenhuma decisão final havia sido tomada até o momento.
Segundo o mesmo relatório, diversas fontes do governo Trump afirmaram que integrantes das Forças Armadas e da comunidade de inteligência dos Estados Unidos cancelaram planos para o feriado do Memorial Day “em antecipação a possíveis ataques”. Autoridades de defesa e inteligência também teriam iniciado a atualização de listas de preparação para emergências em instalações americanas no exterior, enquanto forças no Oriente Médio se revezam no contexto de esforços para redução da presença militar na região e diante de preocupações com possíveis retaliações iranianas.
Em paralelo, a emissora Al Jazeera informou, citando fonte americana, que o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, Dan Caine, participou de uma reunião do Conselho de Segurança Nacional e apresentou ao presidente Donald Trump opções caso as negociações com o Irã fracassem.
A porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, disse à CBS que Trump “deixou suas linhas vermelhas muito claras: o Irã jamais poderá possuir uma arma nuclear e não poderá manter seu urânio enriquecido”. Ela acrescentou: “O presidente sempre considera todas as opções, e é função do Pentágono estar pronto para executar qualquer decisão que o Comandante-em-Chefe possa tomar. O presidente foi claro sobre as consequências caso o Irã não chegue a um acordo.”
Nesta sexta-feira, Trump afirmou que deveres oficiais o impediriam de comparecer ao casamento de seu filho, Donald Trump Jr., nas Bahamas, no sábado (23). Em publicação na rede Truth Social, disse que gostaria de estar presente, mas que responsabilidades oficiais o manteriam em Washington.
As negociações teriam ganhado impulso com a chegada ao Irã do chefe do exército paquistanês, Asim Munir, e de representantes do Catar. Ainda assim, autoridades iranianas demonstraram pessimismo e pouca disposição para concessões. Segundo fonte do Ministério das Relações Exteriores do Paquistão citada pelo site Al-Araby Al-Jadeed, “Washington e Teerã não estão demonstrando flexibilidade suficiente em questões-chave, e a visita do chefe do exército a Teerã pode ser uma última tentativa de evitar o retorno da guerra à região.”
Já o site Axios informou que Trump tem demonstrado crescente frustração após ter cancelado um ataque de grande escala recentemente para dar espaço às negociações. Fontes também mencionaram a possibilidade de uma operação “final” com ataques amplos, após a qual o presidente norte-americano declararia vitória na guerra.




