Marinhas do Brasil e dos EUA fazem exercício nas águas do Rio

Os exercícios navais ocorreram na operação “Southern Seas”.


Entre segunda-feira (11) e quinta-feira (14), a Marinha do Brasil participou de exercícios navais conjuntos com a Marinha dos Estados Unidos (US Navy, na sigla em inglês) nas águas do Rio de Janeiro. A operação “Southern Seas”, realizada regularmente e que chegou à sua 11ª edição em 2026, reuniu importantes meios navais das duas forças.

O principal destaque da operação neste ano foi o USS “Nimitz”, porta-aviões de propulsão nuclear da Marinha norte-americana, considerado o mais antigo de sua categoria ainda em operação no mundo e um dos principais vetores da defesa naval dos Estados Unidos. Com capacidade para operar mais de 60 aeronaves e aproximadamente 5 mil militares, o navio possui autonomia praticamente ilimitada de deslocamento.

Apesar de sua relevância estratégica, o USS “Nimitz” pode estar em uma de suas últimas missões operacionais. Em atividade desde 1975, o porta-aviões deverá ser descomissionado em breve.

A força norte-americana também contou com a participação do destróier USS “Gridley”, da classe Arleigh Burke, e do navio-tanque USNS “Patuxent”.

Pelo lado brasileiro, o grupo-tarefa foi formado pela fragata “Defensora” (F41), pela corveta “Barroso” (V34) e pelo submarino “Humaitá” (S41), um dos novos submarinos desenvolvidos no âmbito do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB). Também participaram da operação os helicópteros Wild Lynx (AH-11B) e H125 Esquilo B3e (IH-18).

Ao longo dos quatro dias de atividades, foram realizados exercícios simulados de guerra antiaérea, operações com submarinos e demonstrações aéreas conduzidas pelo porta-aviões USS “Nimitz”.

“Operar com outras marinhas é sempre uma oportunidade de desenvolver capacidades, além de estreitar os laços de amizade que são tradicionais das forças navais”, afirmou o contra-almirante Considera, comandante da Segunda Divisão da Esquadra.

Conduzida pela 4ª Frota da Marinha dos Estados Unidos, a operação tem como principal objetivo promover a integração entre a Marinha americana e as forças navais de países parceiros da América do Sul, incluindo uma circunavegação pelo continente sul-americano. Segundo a Marinha do Brasil, todas as atividades ocorreram com pleno conhecimento e autorização das autoridades brasileiras.