Porta-aviões dos EUA chega ao Rio para exercício naval

O porta-aviões americano chegou para a Operação Southern Seas.


O porta-aviões USS Nimitz (CVN-68), da Marinha dos Estados Unidos, está atracado no litoral do Rio de Janeiro e pôde ser visto na manhã desta quinta-feira (7). Considerado um dos maiores navios militares do mundo, a embarcação participa da Operação Southern Seas 2026, coordenada pela 4ª Frota da Marinha norte-americana.

O USS Nimitz é o navio líder da classe Nimitz e integra o Comando Sul da Força Naval dos Estados Unidos. Os porta-aviões dessa classe funcionam como bases militares móveis no oceano, com capacidade de operar por longos períodos sem necessidade de apoio externo.

A embarcação transporta dezenas de aeronaves, incluindo caças de última geração, e conta com sistemas de comunicação e coordenação voltados para operações marítimas de grande escala. O navio também possui estrutura para apoiar diferentes tipos de missões navais e ações conjuntas entre forças militares.

Criada em 2007, a Operação Southern Seas está em sua 11ª edição. Segundo a Marinha dos Estados Unidos, a iniciativa busca ampliar a cooperação entre os países parceiros, fortalecer as relações marítimas e aprimorar a integração entre as equipes participantes.

De acordo com a Marinha do Brasil, a operação inclui exercícios no mar, intercâmbio técnico entre militares e visitas institucionais. O Brasil participa com a fragata Independência, a fragata Defensora, o submarino Tikuna e dois helicópteros AH-11B Super Lynx.

Em edições anteriores, Brasil e Estados Unidos já realizaram exercícios conjuntos. Em 2024, uma operação com o porta-aviões USS George Washington incluiu ações integradas entre meios navais e aeronavais dos dois países, além de uma missão de apoio humanitário no Rio Grande do Sul, com a transferência de 15 toneladas de doações para vítimas das enchentes.

Em operação desde 1975, o USS Nimitz é o porta-aviões nuclear mais antigo do mundo ainda em atividade. O navio possui cerca de 330 metros de comprimento, deslocamento superior a 100 mil toneladas e capacidade para operar simultaneamente caças, helicópteros e aeronaves de vigilância.