EUA enviam 200 soldados a Israel para “monitorar” cessar-fogo

As tropas atuarão no Comando Central dos EUA, que criará um centro de coordenação civil-militar.


Uma autoridade norte-americana disse à agência Associated Press (AP), na quinta-feira (9), que os Estados Unidos enviarão cerca de 200 soldados a Israel para “dar apoio e monitorar” o acordo de cessar-fogo.

Segundo a fonte, não identificada, as tropas serão destacadas ao Comando Central dos EUA, que estabelecerá um “centro de coordenação civil-militar”. O objetivo do comando será facilitar o fluxo de ajuda humanitária, além de prestar assistência logística e de segurança à Faixa de Gaza. A autoridade enfatizou que os militares permanecerão em Israel e que nenhuma tropa americana será enviada ao território palestino.

As tropas norte-americanas integrarão uma equipe composta por nações parceiras, organizações não governamentais e atores do setor privado, informaram autoridades americanas à AP. Além disso, representantes das forças armadas do Egito, do Catar, da Turquia e, provavelmente, dos Emirados Árabes Unidos participarão do esforço conjunto.

Os Estados Unidos já haviam enviado cerca de 100 soldados a Israel em 2024 para apoiar a operação de sistemas de defesa aérea israelenses. Na quinta-feira, o governo de Israel ratificou o acordo com o grupo Hamas para a implementação do cessar-fogo e a devolução dos reféns mantidos em cativeiro. Com a aprovação, iniciou-se o prazo de 24 horas para o início efetivo da trégua na Faixa de Gaza.

O acordo estabelece que o Hamas deverá libertar os reféns em até 72 horas. Mais cedo, na quinta-feira, o grupo terrorista havia assinado o documento e anunciado a adoção de um cessar-fogo permanente. Antes de ser aprovado pelo gabinete israelense, o texto foi analisado pelo Conselho de Segurança Nacional de Israel. Khalil Al-Hayya, membro da cúpula do Hamas, declarou o fim da guerra com Israel e afirmou ter recebido garantias dos Estados Unidos e de mediadores de países árabes sobre a permanência do cessar-fogo.

Al-Hayya atuou como negociador-chefe do Hamas nas conversas sobre o plano de paz proposto pelos EUA para a Faixa de Gaza e, em setembro, sobreviveu a um ataque israelense contra alvos do grupo em Doha, no Catar.