Minas Gerais decreta emergência em saúde pública por alta de SRAG

A Prefeitura de BH já havia decretado emergência pelo mesmo motivo.


O governo de Minas Gerais decretou, na sexta-feira (2), situação de emergência em saúde pública devido ao aumento significativo de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e doenças infecciosas virais no estado. O decreto, assinado pelo governador Romeu Zema (Novo), terá validade por 180 dias.

De acordo com o Executivo estadual, a alta de casos de SRAG tem sido impulsionada principalmente pela circulação dos vírus sincicial respiratório e influenza A. Nas últimas semanas, as internações pediátricas registraram crescimento acelerado, o que também aumentou a demanda por leitos de UTI e enfermarias.

A pressão sobre o sistema de saúde tem comprometido a capacidade da rede pública em algumas regiões do estado, como Montes Claros, Governador Valadares, Januária, Diamantina, Coronel Fabriciano e Belo Horizonte. Diante disso, o decreto prevê ações emergenciais, incluindo a dispensa de licitação para aquisição de bens e serviços essenciais, a requisição de bens e serviços de pessoas físicas e jurídicas, com garantia de indenização, e tramitação em regime de urgência para os processos relacionados à emergência.

Na quarta-feira (30), a Prefeitura de Belo Horizonte já havia decretado situação de emergência em saúde pública pelo mesmo motivo, com validade inicial de 180 dias. A capital mineira registrou um aumento de 49% nas internações por SRAG, passando de 42.435 atendimentos em março para 63.217 em abril.

O aumento da demanda por atendimentos gerou impacto direto nas unidades de saúde, especialmente em relação às internações pediátricas. Para atender a esse crescimento, a prefeitura abriu 30 novos leitos de enfermaria pediátrica, sendo 20 no Hospital Metropolitano Odilon Behrens e 10 no Hospital da Baleia.

A Prefeitura de Belo Horizonte e o governo estadual também mobilizaram o Centro de Operações de Emergências em Saúde por SRAG (COE-Minas-SRAG), coordenado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), para gerenciar a crise.