Nunes anuncia a remoção de moradores do Jardim Pantanal

É uma área de ocupação irregular e se tornou densamente povoada.


Após a forte chuva que alagou o Jardim Pantanal na madrugada deste sábado (1º), o prefeito Ricardo Nunes (MDB), anunciou que, ao invés de investir em grandes obras para a região, a prefeitura irá focar na remoção dos moradores.

Em coletiva, Nunes explicou: “Eu estou fazendo um pôlder lá. Tem uma obra que a gente estava orçando, para a gente fazer um dique, mas fica mais de R$ 1 bilhão. Veja, uma obra que vai custar R$ 1 bilhão não vale a pena. Não vale a pena. Vai ficar muito caro. Se você pegar o número de casas que tem lá e dividir por R$ 1 bilhão, acho que é mais fácil tirar as pessoas. Aquelas pessoas vão ter que sair dali, não tem jeito.”

O Jardim Pantanal, situado na Zona Leste, sofre com enchentes desde os anos 80. Localizado na ‘área de várzea do rio Tietê’, o bairro foi o mais afetado pela cheia do rio, que transbordou na madrugada.

Além disso, a prefeitura informou que autuou e levou para a delegacia dois responsáveis por aterro ilegal às margens do Tietê. O terreno, de 2.500 metros quadrados, era utilizado para carregamento de combustível clandestino, com multa de até R$ 12,5 milhões. A construção de um muro agravou o escoamento da água.

A região deveria ser uma Área de Proteção Ambiental (APA), mas a ocupação irregular transformou o local em um bairro densamente habitado. Desde os anos 80, famílias e comunidades se estabeleceram ali, apesar da vulnerabilidade às enchentes.

Em resposta à situação, o poder público tem tentado levar infraestrutura para o local, com a construção de escolas e piscinões. Em 2020, o ex-governador João Doria (PSDB) entregou uma barreira para combater as cheias. Já o prefeito Nunes anunciou um investimento de R$ 400 milhões em obras de drenagem para mitigar os alagamentos.