O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) foi retirado à força da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, na tarde desta terça-feira (9), por policiais legislativos da Casa. Ele ocupava a cadeira do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e se recusou a deixar o posto, em protesto contra o processo de cassação de seu mandato, que tramita na Casa. Veja o vídeo aqui.
Glauber Braga não ocupa qualquer cargo na Mesa Diretora. Mesmo assim, dirigiu-se à cadeira da presidência e afirmou que não sairia, em reação ao anúncio de que os deputados analisariam a perda de seu mandato. A representação contra o parlamentar o acusa de agressão a um militante do Movimento Brasil Livre (MBL) na Câmara, em abril de 2024.
Após a recusa do deputado em deixar a cadeira, policiais legislativos iniciaram o esvaziamento do plenário. A TV Câmara cortou a transmissão às 17h34, mesmo horário em que a imprensa começou a ser retirada do local e foi impedida de acompanhar a movimentação.
Questionada sobre o afastamento dos jornalistas, a assessoria de Hugo Motta afirmou que a medida seguiu um protocolo interno, e não uma ordem direta do presidente da Câmara. A assessoria, no entanto, não esclareceu qual protocolo foi acionado nem detalhou os procedimentos adotados em situações desse tipo.
Depois de ser retirado do plenário, Glauber Braga criticou o cerceamento do trabalho da imprensa e disse nunca ter presenciado o corte do sinal da TV Câmara durante uma sessão.
“A única coisa que eu pedi ao presidente da Câmara, Hugo Motta, foi que ele tivesse 1% do tratamento para comigo que teve com aqueles que sequestraram a Mesa Diretora da Câmara por 48 horas por dois dias em associação com um deputado que está nos Estados Unidos conspirando contra o nosso país”, afirmou o deputado do PSOL.




