O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na segunda-feira (24) que teve uma ligação telefônica “muito boa” com o líder da China, Xi Jinping, durante a qual ambos discutiram a guerra na Ucrânia, o combate ao tráfico de fentanil e um novo acordo voltado ao setor agrícola norte-americano. Segundo Trump, o diálogo fortaleceu a relação bilateral. “Fizemos um bom e muito importante acordo para nossos Grandes Agricultores — e ele só vai melhorar. Nosso relacionamento com a China é extremamente forte!”, declarou em sua rede Truth Social.
Trump também informou que aceitou um convite de Xi para visitar a China em abril do ano que vem e que o líder chinês deverá realizar uma visita aos Estados Unidos mais à frente.
A secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, declarou que o acordo em elaboração poderá ser anunciado em até duas semanas. Ela afirmou ainda que haverá um anúncio específico sobre compras de soja por parte da China, embora não tenha fornecido detalhes. “Teremos um anúncio provavelmente na próxima semana ou em duas sobre como isso vai ser”, disse em entrevista à emissora norte-americana CNBC.
A administração Trump tem prometido há meses um pacote de apoio para agricultores afetados pela queda dos preços das safras e pelas tensões comerciais com Pequim, mas ainda não apresentou valores ou diretrizes concretas. Em 2025, produtores norte-americanos acumularam bilhões em perdas nas vendas de soja, após a China — seu principal comprador — ampliar importações do Brasil e da Argentina em meio às negociações comerciais difíceis com Washington.
Em outubro, após uma reunião entre Trump e Xi na Coreia do Sul, a China concordou em adquirir 12 milhões de toneladas métricas de soja americana até janeiro. Na semana passada, o país asiático comprou quase 1,6 milhão de toneladas métricas em três dias, o maior volume semanal em dois anos, contribuindo para a alta dos preços da commodity.
Questionada sobre o cumprimento desses compromissos, Rollins evitou detalhar. “Ainda temos um caminho significativo a percorrer”, afirmou, destacando que está confiante de que Pequim manterá as compras. “Todos os sinais indicam que o compromisso deles permanece verdadeiro de que realmente comprarão, ou farão o pedido de 12 milhões de toneladas métricas”, disse. A embaixada chinesa não comentou o assunto até o momento.




