Um incêndio atingiu, na manhã desta terça-feira (25), o Ministério da Igualdade Racial (MIR), localizado no bloco C da Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O edifício também abriga equipes de outros cinco ministérios: o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), o Ministério das Mulheres (MMulheres) e o Ministério dos Povos Indígenas (MPI).
Segundo o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, uma pessoa sofreu queimaduras após uma explosão registrada na subestação de energia situada no subsolo do ministério. Outras seis pessoas tiveram intoxicação por inalação de fumaça e foram encaminhadas a um hospital. Mais 24 funcionários receberam atendimento no local por terem inalado fumaça, mas não precisaram de remoção.
De acordo com a CEB Ipes (Companhia Energética de Brasília/Iluminação Pública e Serviços), responsável pela subestação, a vítima com queimaduras é um funcionário terceirizado que realizava manutenção no momento do incidente. A empresa informou que ele utilizava uniforme antichamas e todos os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) recomendados. O trabalhador recebeu atendimento imediato e foi levado para uma unidade de saúde; não há informações atualizadas sobre seu estado clínico.
Logo após o incêndio, tanto a CEB Ipes quanto a Neoenergia (distribuidora responsável pela rede elétrica do Distrito Federal) negaram inicialmente serem responsáveis pelo equipamento atingido. Cerca de uma hora depois, a CEB admitiu ter se equivocado e reconheceu a responsabilidade pela subestação envolvida na explosão, assim como pelo funcionário ferido. A Neoenergia, por sua vez, é responsável pela subestação principal da qual a CEB também faz uso.
Imagens registradas por testemunhas mostram servidores deixando o prédio tossindo e cobrindo o nariz. O incêndio foi controlado pelos bombeiros, que isolaram a área para avaliação técnica das causas e para garantir a segurança dos funcionários. As autoridades ainda apuram os danos estruturais e operacionais provocados pelo incidente.




