O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), foi internado na tarde deste sábado (22) no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, após apresentar arritmia cardíaca. Segundo nota da assessoria de imprensa, o governador recebeu atendimento imediato e encontra-se estável, consciente e clinicamente bem, em monitorização contínua. A internação ocorreu no mesmo dia em que Caiado se pronunciou sobre a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O comunicado sobre o estado de saúde, assinado pela médica Ludhmila Hajjar, informa que os exames realizados indicaram a necessidade de ablação para correção definitiva do distúrbio do ritmo cardíaco. O procedimento está programado para ocorrer nas próximas 48 horas. O governador permanece em observação, com boa evolução clínica, e seguirá sob cuidados especializados até a realização do procedimento.
Mais cedo, Caiado comentou a prisão preventiva de Bolsonaro em vídeo publicado nas redes sociais. Ele classificou o episódio como “mais um triste capítulo da vida política nacional”. A medida foi decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, relator do processo referente à trama golpista. Na decisão, Moraes citou a violação da tornozeleira eletrônica durante a madrugada, o risco de fuga para a embaixada dos Estados Unidos e possíveis impactos à ordem pública, considerando a convocação de uma vigília pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente.
No vídeo, Caiado expressou solidariedade ao ex-presidente e à família dele, afirmando que acredita em uma revisão célere da decisão pelo colegiado do STF. “O processo ao qual ele está sendo submetido nos últimos meses é uma clara tentativa de envergar sua dignidade até o limite que um homem pode suportar. A suposição de uma fuga a partir de uma vigília é algo tão improvável quanto a suposição da derrubada do Estado Democrático de Direito promovida por um bando de baderneiros. Acredito e torço por uma revisão rápida desta decisão pelo colegiado do Supremo Tribunal Federal. É o mais correto”, declarou.
Após a prisão de Bolsonaro, todas as visitas previamente autorizadas pelo STF foram canceladas. A decisão afeta pelo menos 26 pedidos de visita registrados nos últimos dias, incluindo o do próprio governador Ronaldo Caiado.




