Guedes diz que Brasil “iria embora” com dois mandatos corretos

Ele afirmou que a eleição de 2026 será marcada sobretudo por temas de valores e segurança pública, não pela economia.


O ex-ministro da Economia de Jair Bolsonaro, Paulo Guedes, afirmou em evento realizado em São Paulo que dois mandatos presidenciais seriam suficientes para promover uma transformação estrutural no Brasil. Ao citar exemplos internacionais, como o da Alemanha, Guedes defendeu que há um “caminho da prosperidade” capaz de impulsionar o país, desde que políticas adequadas sejam implementadas.

Segundo ele, experiências históricas demonstram que reformas profundas podem gerar avanços rápidos. “O alemão precisava de 4, 5 meses de salário para comprar um par de sapatos. Você vê a miséria. 15 anos depois, 2ª economia mais forte do mundo, Alemanha. Então, existe um caminho da prosperidade. Esse fenômeno da China recente também, em 30, 40 anos emergindo. Houve casos semelhantes. O Brasil, com 2 mandatos, fazendo a coisa certa, ia embora”, afirmou.

Guedes criticou administrações que, em sua avaliação, priorizam programas sociais de forma excessiva, o que, segundo ele, eleva a inflação, pressiona os juros e prejudica o crescimento econômico. O economista também disse que a eleição presidencial de 2026 deverá ser pautada prioritariamente por questões de valores e segurança pública, em vez do debate econômico. A declaração ocorreu durante palestra no evento Tax Experience, na quinta-feira (13), na capital paulista.

Logo no início de sua fala, o ex-ministro destacou que “os valores conservadores vão ser mais importantes do que a economia”. Ele argumentou que a inflação perdeu relevância no debate público, enquanto diferentes dimensões da segurança passaram a ocupar o centro das preocupações sociais. Para Guedes, o avanço da criminalidade e a sensação de instabilidade têm provocado uma “revolta da classe média”, com potencial para redefinir o rumo da campanha presidencial.

Ao comentar a eleição para a prefeitura de Nova York, vencida pelo democrata socialista Zohran Mamdani, Guedes afirmou que o resultado representa menos uma adesão às pautas progressistas e mais “uma revolta contra o establishment”, mesmo sendo Mamdani crítico do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.