O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, visitou a Zona Desmilitarizada (DMZ, na sigla em inglês) na fronteira com a Coreia do Norte nesta segunda-feira (3), como parte de sua viagem à Coreia do Sul, informou o Ministério da Defesa sul-coreano. A visita à área fortemente fortificada ocorreu antes de reuniões destinadas a discutir a reformulação do papel das tropas americanas no país.
Imagens divulgadas pelo governo sul-coreano mostram Hegseth chegando de helicóptero à região e sendo recebido pelo ministro da Defesa da Coreia do Sul, Ahn Gyu-back. “Acredito que isso tenha um significado simbólico e declarativo em si, demonstrando a força da aliança entre a Coreia do Sul e os EUA e a postura de defesa conjunta”, afirmou Ahn.
Os dois países realizarão na terça-feira (4) a Reunião Consultiva de Segurança anual, principal fórum para definir diretrizes da cooperação militar e da defesa sul-coreana frente às ameaças nucleares norte-coreanas. Segundo o Ministério da Defesa de Seul, Ahn e Hegseth devem discutir prontidão conjunta, segurança regional, defesa cibernética e antimíssil, além de planos para responder à “mudança no ambiente de segurança e às ameaças”.
Washington avalia flexibilizar o papel dos 28.500 militares americanos estacionados na Coreia do Sul, permitindo operações fora da península para lidar com diferentes cenários, incluindo a defesa de Taiwan e o fortalecimento do equilíbrio de poder na Ásia diante das ameaças à segurança regional por causa do avanço militar chinês. Seul, embora resistente à alteração do papel das tropas norte-americanas, vem ampliando sua capacidade de defesa há duas décadas para assumir, em eventual conflito, o comando das forças conjuntas. O país conta hoje com cerca de 450 mil militares.
A Coreia do Sul deverá promover, em 2026, o maior aumento orçamentário de defesa em anos, atendendo também à pressão do presidente americano Donald Trump para que aliados arquem com uma parcela maior dos custos da presença militar dos EUA.
Nesta segunda-feira, chefes militares dos dois países avaliaram o ambiente de segurança regional como “complexo e instável” e prometeram cooperação com aliados para garantir a estabilidade no Indo-Pacífico. A Coreia do Norte segue ignorando propostas de diálogo de Trump e do presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, avançando em suas capacidades nucleares e de mísseis.




