Uma pesquisa do Instituto Quaest divulgada nesta segunda-feira (3) mostra amplo apoio entre moradores do Estado do Rio de Janeiro a medidas mais duras contra o crime organizado. Segundo o levantamento, 85% defendem o aumento da pena de prisão para condenados por homicídio sob ordem de organizações criminosas, enquanto 72% concordam em enquadrar essas facções como organizações terroristas.

O estudo foi realizado nos dias 30 e 31 de outubro, com 1.500 residentes do estado, com 16 anos ou mais, e margem de erro de três pontos percentuais.
A divulgação ocorre dias após a megaoperação policial de 28 de outubro nos complexos da Penha e do Alemão, que resultou na morte de 121 pessoas, incluindo quatro policiais (dois civis e dois militares). Entre os fluminenses entrevistados, 98% afirmaram ter tomado conhecimento da ação; 64% disseram aprová-la, enquanto 27% a desaprovaram. Para 58%, a operação foi um sucesso; 32% a classificaram como um fracasso.
O levantamento também identificou que 59% defendem que o governo federal decrete uma Garantia da Lei e da Ordem (GLO), nos moldes de 2018. Além disso, 94% concordam com a criação de um escritório de emergência para o combate ao crime organizado. Sobre o uso de câmeras corporais por policiais, 81% manifestaram concordância.
A pesquisa revelou ainda que 58% apoiam a pena de morte para crimes graves, como assassinato. Quanto à realização de operações semelhantes em comunidades, 73% defendem que elas continuem. Apesar disso, 52% afirmaram que o Rio está menos seguro após a ação, e 62% avaliam que o governo estadual não tem capacidade para enfrentar o crime sozinho. Já 53% consideram que o governo federal não tem ajudado os estados no combate às facções.
Questionados sobre a motivação do governador fluminense, Cláudio Castro (PL), 54% afirmaram acreditar que a operação teve como objetivo combater o crime organizado, enquanto 40% disseram ver intenção de ganho de popularidade.




