O governo do Rio de Janeiro confirmou nesta quarta-feira (29) que 119 pessoas morreram durante a megaoperação realizada nos complexos do Alemão e da Penha contra o Comando Vermelho (CV). Segundo o secretário da Polícia Civil, delegado Felipe Curi, entre as vítimas estão quatro policiais e 115 suspeitos. A ação é considerada a mais letal da história do estado.
Moradores do Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio, afirmaram ter encontrado ao menos 74 corpos, que foram levados para a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, uma das principais vias da região, ao longo da madrugada desta quarta-feira. De acordo com Curi, 61 corpos foram achados na área de mata conhecida como Vacaria, na Serra da Misericórdia, onde se concentraram os confrontos entre as forças de segurança e traficantes. Todos os mortos seriam homens.
Os números da operação foram alterados ao longo das últimas 24 horas. Na terça-feira (28), o governo fluminense havia informado um total de 64 mortos, incluindo quatro policiais civis e militares. Já na manhã desta quarta, o governador Cláudio Castro (PL) confirmou oficialmente 58 mortes — sendo 54 de criminosos —, mas não esclareceu a diferença em relação ao balanço anterior. Em coletiva de imprensa, a cúpula da segurança do estado atualizou o total para 119 mortos e 113 presos, dos quais 33 são de outros estados, como Amazonas, Ceará, Pará e Pernambuco.
Segundo Curi, será realizada uma perícia para determinar se os corpos encontrados pelos moradores têm relação direta com a operação.
O governador Cláudio Castro classificou a ação como um “sucesso” e afirmou que apenas os quatro policiais mortos são “vítimas”. Mais cedo, ele evitou comentar os corpos encontrados na mata. “A nossa contabilidade conta a partir do momento em que os corpos entram no IML. A Polícia Civil tem a responsabilidade enorme de identificar quem eram aquelas pessoas. Eu não posso fazer balanço antes de todos entrarem”, declarou.




