Governo faz reunião de emergência após operação no Rio contra o CV

A reunião foi convocada pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin.


O governo federal realizou, no fim da tarde desta terça-feira (28), uma reunião no Palácio do Planalto para tratar da megaoperação policial no Rio de Janeiro que deixou pelo menos 64 mortos. O encontro, que durou cerca de uma hora, teve como foco a ação contra o Comando Vermelho, considerada a mais letal da história do estado.

A reunião foi convocada pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin, e contou com a presença dos ministros Rui Costa (Casa Civil), Sidônio Palmeira (Secom), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Jorge Messias (AGU), além de representantes dos ministérios da Justiça, da Defesa e da Polícia Federal.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está em voo de retorno da Malásia e não participou da reunião. A previsão é que desembarque em Brasília por volta das 20h40 desta terça. A aeronave em que viaja não possui comunicação externa nem acesso à internet. O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, acompanha o presidente, enquanto o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, cumpriu agenda no Ceará.

Como resultado da reunião, ficou definido que os ministros Lewandowski e Rui Costa irão ao Rio nesta quarta-feira (29) para se reunir com autoridades estaduais, acompanhados de William Marcel Murad, diretor-executivo da PF. Além disso, o governo federal autorizou a transferência de dez presos do sistema estadual para presídios federais, após solicitação do governo do Rio.

A operação motivou uma troca de acusações entre o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e o governo federal. Em coletiva, Castro afirmou que o estado estava “sozinho” e criticou a falta de apoio da União, dizendo ter tido pedidos de empréstimo de blindados negados por ausência de decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

Em nota, o Ministério da Defesa informou que recebeu um pedido do governo fluminense em janeiro de 2025, relativo a um episódio de dezembro de 2024, quando uma oficial da Marinha foi morta no Hospital Naval Marcílio Dias, ocasião em que foram posicionados blindados nos arredores da unidade militar.