O Pentágono anunciou na tarde desta sexta-feira (24) que o Grupo de Ataque do porta-aviões USS Gerald R. Ford, o maior e mais poderoso do mundo, está sendo redirecionado do Mar Mediterrâneo para as águas da América do Sul, em uma escalada significativa da campanha militar dos Estados Unidos contra o tráfico de drogas e o crime transnacional, em meio também às tensões de Washington com o regime venezuelano.
O Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, determinou o envio de tropas adicionais ao Comando Sul dos EUA para reforçar as capacidades de vigilância e interdição em toda a região. Segundo o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, a medida tem como objetivo desmantelar “atores e atividades ilícitas que comprometem a segurança e a prosperidade dos Estados Unidos”.
O grupo naval, composto por três contratorpedeiros de escolta, deve levar alguns dias para alcançar sua nova área de operação. Não foi informada, preliminarmente, a data de chegada do porta-aviões à região. O anúncio ocorre após uma série de ataques norte-americanos contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas, incluindo uma ação noturna mais recente no Mar do Caribe, que resultou na morte de seis pessoas, na madrugada desta sexta-feira. Hegseth atribuiu a embarcação à gangue Tren de Aragua, organização criminosa designada como terrorista pelos EUA e com origem na Venezuela.
Desde setembro, o Pentágono realizou dez ataques marítimos, com um aumento expressivo nas últimas semanas — três apenas nesta. Duas das operações mais recentes ocorreram no Pacífico Oriental, ampliando o alcance geográfico da ofensiva militar dos Estados Unidos contra redes de narcotráfico.
Em publicação nas redes sociais, Hegseth reafirmou a postura firme do governo americano: “Se você é um narcoterrorista contrabandeando drogas para o nosso hemisfério, nós o trataremos como tratamos a Al-Qaeda. Dia ou noite, mapearemos suas redes, rastrearemos seu pessoal, caçaremos você e o mataremos.”
O porta-aviões USS Gerald R. Ford é uma das formações mais avançadas e fortemente armadas da Marinha norte-americana. O grupo será destacado para a área de responsabilidade do Comando Sul, que abrange o Caribe e a América do Sul, com o objetivo de fortalecer a detecção, o monitoramento e a interrupção de atividades ilícitas.




